terça-feira, março 13, 2007

"Mar Português"

Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quere passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.

De: Fernando Pessoa

Gosto muito deste poema... tem algo que cativa...

Etiquetas:

quinta-feira, março 08, 2007

Dia Da Mulher


Etiquetas:

terça-feira, novembro 21, 2006

Olá...

Esta última história que coloquei foi inventada a relativamente pouco tempo, e nada disto é verdadeiro, visto que infelizmente não tive a oportunidade de conheçer os meus avós, tanto da parte da mãe tanto a parte do pai ( conheci muito mal o avô paterno, morreu quando eu tinha 3/4 anos, por isso, não me recordo dele...), mas paciência...
Há poucos meses estava um pouco em baixo, e li uns poemas e pensei em fazer uma pequenininha história... e acabei por ir falar sobre se tivesse tido o previlégio de ter conhecido os meus avós...
Achei engrçado fazer esta pequena historia... que acabei por nao escrever muito mas pode ser que para uma outra altura consiga continuar... logo se verá!

quinta-feira, novembro 16, 2006

Simplesmente sonhos

É uma história que inventei a poucos meses atrás....

Desde que nasci sempre tive a presença dos meus avós, sempre que possível estavam com os maternos e os paternos, mas passei grande tempo da minha infância e um pouco da minha adolescência, mais com os meus avós maternos...
Sempre gostei dos meus avós paternos mas como muravam mais longe sempre tive mais dificuldade de falar abertamente com eles, mas também infelizmente eles faleceram quando eu tinha 10 anos, por isso é que tenho uma maior ligação com os maternos...
Algumas das coisas que o meu avô dizia era muito sábio, tenha sempre que dizer as suas opiniões sobre determinados assuntos que eu lha perguntava ou quando ele achava ser bom dizer...
Algumas coisas que me lembro:
Quando o mar esta calmo apetece me cantar, e ao sentir a leve brisa no meu rosto, lembro de ouvis estes versos:

Morre o marinheiro no mar,
Nas suas embarcações,
Para distrair paixões
Morre o cantor a cantar.

As brisas do oceano,
Ao sol e aos aguaceiros,
Canta, morre, luta, vive,
Um povo de marinheiros....

Ao me lembrar destes versos, recordo-me dos grandes passeios que dava com o meu querido avô.

Quando os dias estão de chuva, recordo os poemas que o meu querido avô me recitava...

As nuvens que andam no ar
Arrastadas pelo vento
Foram buscar água ao mar
Para regar em todo o tempo.

Para regar em todo o tempo
Em todo o tempo reagar,
Arrastadas pelo vento
As nuvens que andam no ar.

Mais tarde quando tinha 15 anos o meu avô continuo a contar-me lindas historias... e sempre tinha palavras sabias para me dizer quando tinha problemas, sempre me senti muito próxima dele apesar de nos últimos anos não estávamos tanto tempo juntos, não como quando era mais pequenina.
Quando andado pela praia, pisado aquela areia fina e tão branquinha, lembro-me de ouvir estes versos...

Andando pela areia, olhei para o mar,
O céu, o sol e as pessoas.
Vi que beleza da vida não havia acabado,
Nem para mim nem para ninguém.
Notei que por mais que seja difícil
Acabar com a dor, ela se transforma
Em passado.
Começei a sorrir, não sei porquê.
Um sorriso descontraído, cheio de
Felicidade. Enfim, vi que nem tudo
Estava perdido...
Nada estava perdido...
Eu estava mais velho/a...mais vivo/a!

Este poema lembrei quando tive o meu primeiro desgosto de amor... ajudou-me bastante, para perceber as coisas da vida...
Agora que já tenho mais idade ainda procuro os seus sábios conselhos, que me tem ajudado bastante em grandes momentos da minha vida, não tenho tido uma vida muito fácil, por isso sempre que vejo que não consigo ver as coisas claramente e preciso de ajuda peço-a ao meu querido avô. Já esta um pouco velhinho, como eu lha trato mas com muito carinho, não é com maldade, ou a ignorar, já mais o faria...
Bom terei mais versos e poemas mas por hoje vou ficar por aqui...
Beijinhos e abraços...

quarta-feira, novembro 15, 2006


segunda-feira, novembro 13, 2006

O Labirinto do Amor...

[continuação]
Este Verão o Sérgio foi passa-lo a terra dos seus pais, e eu fiquei com os meus amigos cá em Almada, só em Agosto poderei ir passar férias ao Algarve com os meus mais e umas amigas, que já costumam ir connosco.
Diverti-me bastante com as minhas amigas, mas sinto a falta do Sérgio…
O Sérgio não me tem dito nada, não me escreveu uma única carta e só me telefonou algumas vezes, mas sinto que é pouco…
No início não lhe dei muita importância, mas quando regressou, comecei a preocupar-me…
As minhas férias no Algarve foram fixes, um pouco curtas do que o habitual, mas os meus pais tinham de regressar aos seus trabalhos, e não gostavam muito da ideia de uma ficar com as minhas amigas sozinhas, por isso após uns lindos 15 dias voltei para Almada… O meu amor já tinha regressado também, por isso, fiquei contente por voltar para casa, assim poderia passar o resto do Verão com ele…
(…)
Notei que ele andava um pouco diferente, visto que falava para ele e tinha a sensação de que ele não me ouvia, ficava muito calado, muitas vezes parecia que estava noutro planeta…1
Eu sei que o Sérgio era muito atraente e que era mais solicitado do que nunca no Verão, assim comecei a suspeitar de que talvez houvesse outra… o receio de que ele me estivesse a enganar acompanhava-me de dia e de noite…
Tinha que resolver isto de qualquer forma, tenho que descansar toda esta minha insegurança, não consigo viver assim desta maneira por muito mais tempo, tenho que saber se posso confiar nele e tentar esquecer todos os meus receios… ou então falar do problema cara a cara e sem rodeios.
Contudo, também poderia investigar por minha conta e descobrir eu própria o que se passa…. Custe o que custar tenho que resolver estas coisas o mais depressa possível, que já estou a dar em doida!
Porque é que deveria de suspeitar? Na maior parte das vezes, as aparências enganam…
(…)
Um mês mais tarde, a resposta chegou por si própria…
Ele disse-me, quando estávamos a sair de uma aula, «Sei que ultimamente estive um pouco estranho, mas tenho de te confessar algo…».
Os meus temores e dúvidas regressaram a grande velocidade do túnel do esquecimento.
«Este Verão, conheci outra rapariga…! Acalma-te, não aconteceu nada… depois de pensar com calma, e apercebi-me de que te amo e que não estou disposto a perder-te. Estou a contar-te tudo isto, porque não quero esconder-te nada. Agora a decisão é tua, quero apenas que saibas que te amo e que quero estar sempre do teu lado…».
No inicio, senti-me muito mal… disse-lhe que me desse uma tempo para pensar…
(…)
Passados uns dias de reflexão finalmente cheguei a uma conclusão, e decidi dar-lhe outra oportunidade…
Com a sua sinceridade, senti que tinha sido uma grande prova de amor… e que merecia uma nova oportunidade…
Ele ficou bem mais calmo assim que contei que lhe dava uma nova oportunidade…
Talvez iremos viver muito felizes por um determinado tempo, mas logo se verá, nada é eterno e ainda somos muito jovens e tudo pode acontecer, por isso, só o futuro o dirá!
Assim é a minha história….”


E assim acaba a história, que acabou com um final feliz… Graças a sua amiga e a sinceridade do namorado, ela acabou por decidir perdoa-lo e dar-lhe outra oportunidade de serem felizes até um determinado tempo…

FIM

quinta-feira, novembro 09, 2006

O Labirinto do Amor...

[continuação]

Antes de lhes dar a minha resposta fui falar com uma grande amiga a Joana, para lhe pedir um conselho, e ela disse-me:
- És tu que tens de decidir, a única coisa é que eu gosto muito do Sérgio e vocês faziam um belo par. Mas és tu e só tu que sabes com quem queres ficar, espero que a minha opinião ajude.
- Está bem, obrigado pelo teu concelho e a tua opinião, é sempre uma grande ajuda. Agradeço-te do fundo do meu coração todo o apoio que me deste. És uma grande amiga, quando precisares de algo já sabes que também podes contar comigo…
- De nada amiga, é sempre um prazer ajudar os amigos quando eles mais necessitam. Estas sempre as ordens de quando precisares de algo. Beijinhos fofos, e tem uma boa escolha, já sabes que te irei apoiar seja qual for a tua escolha.
A ajuda da minha amiga Joana ajudo imenso, a opinião dela ajudou-me a decidir pelo Sérgio. Apesar de ser um pouco difícil a escolha optei pela pessoa que mexia mais comigo…
O Carlos era um rapaz encantador, mas não mexia muito comigo, gosto muito da maneira de ser dele, mas sempre achei que faltava algo para que pudesse mexer comigo… mas o Sérgio na realidade era o meu sonho, e tem todas as qualidades que aprecio num rapaz… visto que a seu lado os problemas deixam de existir, via sempre o lado positivo de todas as coisas e encarava a vida como se fosse uma festa.
Eu sabia que com ele ia me divertir bastante, mas o que daqui para a frente aconteceu, sofreu todas as minhas expectativas!
Chegou o dia em que tinha de dar a noticia, foi difícil mas primeiro conversei com o Carlos, foi difícil porque não consegui encontrar as palavras certas para lhe explicar a razão pela qual não queria namorar com ele, mas passados uns minutos respirei bem fundo e lá foi em frente.
Disse-lhe que simplesmente sentia uma grande amizade por ele, e que não dava para mais do que isso… ele compreendeu muito bem, nunca pensei que ele reagisse assim tão bem… mas ainda bem que foi assim, não queria magoar ninguém…
Depois então foi falar com o Sérgio que fico felicíssimo com a minha escolha, fez uma festa enorme…
Como isto tudo superou todas as minhas expectativas, senti-me como se estivesse em cima de uma nuvem e não tinha qualquer intenção de descer dela.
Nos últimos dias de aulas divertimo-nos bastante na base de anedotas, momentos compartilhados e toneladas de amor, cheguei a pensar que a nossa história nunca teria um fim, mas nada é eterno e como na vida tudo tem um começo e tem de ter um fim…!

[continua para a próxima…]

Myspace Layouts