quinta-feira, novembro 16, 2006

Simplesmente sonhos

É uma história que inventei a poucos meses atrás....

Desde que nasci sempre tive a presença dos meus avós, sempre que possível estavam com os maternos e os paternos, mas passei grande tempo da minha infância e um pouco da minha adolescência, mais com os meus avós maternos...
Sempre gostei dos meus avós paternos mas como muravam mais longe sempre tive mais dificuldade de falar abertamente com eles, mas também infelizmente eles faleceram quando eu tinha 10 anos, por isso é que tenho uma maior ligação com os maternos...
Algumas das coisas que o meu avô dizia era muito sábio, tenha sempre que dizer as suas opiniões sobre determinados assuntos que eu lha perguntava ou quando ele achava ser bom dizer...
Algumas coisas que me lembro:
Quando o mar esta calmo apetece me cantar, e ao sentir a leve brisa no meu rosto, lembro de ouvis estes versos:

Morre o marinheiro no mar,
Nas suas embarcações,
Para distrair paixões
Morre o cantor a cantar.

As brisas do oceano,
Ao sol e aos aguaceiros,
Canta, morre, luta, vive,
Um povo de marinheiros....

Ao me lembrar destes versos, recordo-me dos grandes passeios que dava com o meu querido avô.

Quando os dias estão de chuva, recordo os poemas que o meu querido avô me recitava...

As nuvens que andam no ar
Arrastadas pelo vento
Foram buscar água ao mar
Para regar em todo o tempo.

Para regar em todo o tempo
Em todo o tempo reagar,
Arrastadas pelo vento
As nuvens que andam no ar.

Mais tarde quando tinha 15 anos o meu avô continuo a contar-me lindas historias... e sempre tinha palavras sabias para me dizer quando tinha problemas, sempre me senti muito próxima dele apesar de nos últimos anos não estávamos tanto tempo juntos, não como quando era mais pequenina.
Quando andado pela praia, pisado aquela areia fina e tão branquinha, lembro-me de ouvir estes versos...

Andando pela areia, olhei para o mar,
O céu, o sol e as pessoas.
Vi que beleza da vida não havia acabado,
Nem para mim nem para ninguém.
Notei que por mais que seja difícil
Acabar com a dor, ela se transforma
Em passado.
Começei a sorrir, não sei porquê.
Um sorriso descontraído, cheio de
Felicidade. Enfim, vi que nem tudo
Estava perdido...
Nada estava perdido...
Eu estava mais velho/a...mais vivo/a!

Este poema lembrei quando tive o meu primeiro desgosto de amor... ajudou-me bastante, para perceber as coisas da vida...
Agora que já tenho mais idade ainda procuro os seus sábios conselhos, que me tem ajudado bastante em grandes momentos da minha vida, não tenho tido uma vida muito fácil, por isso sempre que vejo que não consigo ver as coisas claramente e preciso de ajuda peço-a ao meu querido avô. Já esta um pouco velhinho, como eu lha trato mas com muito carinho, não é com maldade, ou a ignorar, já mais o faria...
Bom terei mais versos e poemas mas por hoje vou ficar por aqui...
Beijinhos e abraços...

1 Comentários:

Anonymous Anónimo disse...

ta giro e original. espero ver mais coisinhas por aqui... beijos de uma grande amiga

4:10 p.m.  

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